O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, apresentou na terça-feira o Plano de Gestão de Secas e Escassez dos Açores.
O secretário garantiu que os Açores são a primeira região do país a desenvolver e aprovar um instrumento de planeamento estratégico direcionado às questões relacionadas com a seca e escassez de água, lembrando que existem outros impactos negativos, como a erosão costeira e a subida do nível médio da água do mar, a acidificação dos oceanos, a salinização de solos e aquíferos e, naturalmente, os episódios de seca e a escassez de água”.
Apesar de os dados disponíveis apontarem para um cenário globalmente positivo no que respeita à disponibilidade hídrica nos Açores, Alonso Miguel destacou que “essa abundância não significa ausência de risco de escassez”, sublinhando que “as alterações na distribuição da precipitação, a ocorrência de episódios localizados de falta de água e as limitações operacionais dos sistemas de abastecimento exigem uma abordagem cada vez mais preventiva e planeada”.
O plano assenta em três grandes eixos de atuação: adaptação, preparação e prevenção, e contingência, estabelecendo “um quadro integrado de atuação que procura não apenas responder a situações de crise, mas sobretudo antecipar, prevenir e mitigar os efeitos das secas”.
O plano define, ainda, “um programa estruturado de medidas, que inclui ações ao nível da gestão da oferta e da procura de água, do reforço das infraestruturas, da melhoria da eficiência dos sistemas de abastecimento, da redução de perdas e da promoção do uso eficiente deste recurso essencial”.
Gacs/RP
