A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico tem nova imagem. O rebranding foi apresentado no Museu do Vinho e nasce de uma necessidade legal: a palavra "Pico" está protegida pela Denominação de Origem Protegida e não pode ser usada em todos os produtos da casa. A solução passou por reforçar uma outra palavra, bem conhecida de quem visita a ilha: A COOPERATIVA.
Trata-se de um símbolo que qualquer picoense reconhece à primeira vista: os dois "O" da palavra cooperativa, agora desenhados como duas mãos. Mãos de quem trabalha a terra, geração após geração.
A mudança não é apenas estética. O presidente da Cooperativa, Losmenio Goulart, explica que o ponto de partida foi um problema prático: muitos dos vinhos, aguardentes e licores produzidos pela casa não podem usar a palavra "Pico", reservada aos produtos certificados pela Denominação de Origem Protegida.
Losménio Goulart: "Há aqui o objetivo de humanizar a marca. Usámos a imagem dos dois Os de cooperativa como duas mãos, mãos que transmitem energia, força, que são imprescindíveis para todo o trabalho muito manual da viticultura e da vitivinicultura."
A nova imagem funciona como uma marca única, pensada para identificar todos os produtos da casa, certificados ou não. Mas o nome "Pico" não desaparece, continua a fazer parte da designação social da Cooperativa. O que muda é a imagem que vai circular de forma global, sem restrições: a palavra A COOPERATIVA.
Losménio Goulart: "Aqui no Pico, quando se fala de A cooperativa, toda a gente identifica aquela adega. Não pensam na cooperativa dos lacticínios, nem na cooperativa do mel. Identificam logo a nossa cooperativa vitivinícola."
Para a direção da Cooperativa, o rebranding é também um sinal de futuro: valorizar o coletivo, os sócios e a história de quem, há gerações, mantém as vinhas do Pico de pé.
