A Filarmónica União e Progresso Madalense comemorou, na quinta-feira, 109 anos.
A data foi assinalada com um desfile e missa na Igreja Matriz, seguindo-se a sessão solene, um mini-concerto e jantar para músicos, sócios e convidados.
Fernanda Medeiros, presidente da Assembleia Geral, afirmou que a União e Progresso comemora mais de 100 anos de música, de dedicação voluntária, convívio, aprendizagem e de serviço à comunidade.
A presidente informou também que a Filarmónica vive momentos difíceis, há divergências e descontentamentos, formaram-se grupos internos, e houve a saída de tocadores. Fernanda Medeiros vai mais longe e afirma que são nestes momentos difíceis que se testam as instituições e há que escolher posições.
A presidente apela também a novos sócios, a novos tocadores e a quem saiu que regresse porque sem sócios e sem tocadores não há união, nem futuro.
Nuno Goulart, presidente da Filarmónica aniversariante, está de consciência tranquila quanto ao trabalho realizado, e apelou aos sócios para que apresentem projetos alternativos e que compareçam nas próximas eleições, agendadas para início de fevereiro.
O presidente recordou ainda o trabalho desenvolvido pela direção, ao longo dos últimos quatro anos, e apresentou projetos futuros caso seja eleito.
Paulo Marcos, vice-presidente da autarquia da Madalena, reconhece na filarmónica um parceiro no desenvolvimento do concelho e comprometeu-se a continuar a apoiar.
João Dutra, em representação do presidente do Governo Regional dos Açores, reconheceu o percurso da banda aniversariante pelo seu papel fundamental na preservação do património cultural açoriano.
A sessão contou também com a entrada de oito novos elementos para a banda, a entrega de quatro novos instrumentos a tocadores, a entrega prémios individuais aos tocadores que se distinguiram ao longo do último ano, e uma homenagem a Manuel Perdigão, que completou 25 anos ao serviço da música naquela filarmónica.
RP
