A freguesia das Bandeiras perpetuou ontem duas ilustres figuras da freguesia com a colocação de duas placas toponímicas em suas residências.
A freguesia prestou assim homenagem ao cónego Raul Camacho que nasceu em 1885 e faleceu em 1962, foi pároco em várias freguesias e foi secretário do bispo em Macau.
"Hoje, porém, estamos aqui nas Bandeiras e é aqui que queremos deixar esta placa como testemunho permanente da nossa gratidão.
Uma placa é feita de pedra ou de metal, mas aquilo que ela representa é feito de memória. E a memória de uma pessoa não se constrói apenas através das datas, dos cargos ou das funções que desempenhou; constrói-se através das pessoas que tocou, das comunidades que serviu e das marcas que deixou.
Por isso, esta placa não pretende apenas dizer às gerações futuras quem foi o Cónego Raul Camacho; pretende dizer-lhes que houve aqui um sacerdote que dedicou a sua vida ao serviço, que houve aqui um homem que fez parte da história desta comunidade e que essa dedicação merece ser lembrada e reconhecida.”
Foi igualmente descerrada uma segunda placa na casa onde viveu o primeiro presidente de Junta das Bandeiras, Augusto Pereira de Vargas. Augusto nasceu em 1924 e faleceu em 1998.
Sandra Rosa destacou as dificuldades em ser presidente de junta naquela altura com destaque para algumas marcas e contributos que ficaram nas Bandeiras como a construção da casa do povo e o lar da junta de freguesia.
“Entre esse legado, merece particular destaque a sua iniciativa e o seu empenho para a construção da Casa do Povo das Bandeiras e o lar da Junta de Freguesia de Bandeiras.
Casa esta que não é apenas um edifício. É um espaço de encontro, de convívio, de apoio e de vida comunitária, com as suas várias valências, nomeadamente o ATL, grupo de idosos e grupo folclórico. Um espaço pensado para as pessoas e para a comunidade.
E quando hoje olhamos para essa obra, podemos também reconhecer nela a visão e a dedicação de quem, naquele tempo, percebeu que uma freguesia precisava de espaços onde as suas gentes pudessem reunir-se, conviver e construir laços.
É por isso que esta homenagem ganha um significado ainda maior. Porque não estamos a homenagear apenas o primeiro presidente de freguesia da Junta de Freguesia de Bandeiras. Estamos a homenagear um homem que ajudou a construir a própria história da nossa freguesia.
Honrar quem nos antecedeu é respeitar a nossa própria história, e é precisamente isso que fazemos neste dia da freguesia."
