Durante a festa de Santo Amaro a freguesia realizou uma atividade intitulada navegando pelo património naval de Santo Amaro do Pico. A ideia é recordar e ativar a memória e a história da construção naval na freguesia, tal como explicou Célio Melo presidente de junta da freguesia.
“Ficou o Comandante Lizuarte Machado ligado à Marinha, ele próprio já lançou um livro ou dois sobre a construção naval. No segundo dia, foi uma escolha um bocadinho out of the box, falemos assim. Uma pessoa que não tem nada a ver com a construção naval e nós achamos por bem ter alguém que fosse neutro e convidamo-lo a apresentar uma proposta sobre a educação incorporando a construção naval e depois, o senhor professor Urbano, que não sendo da ilha, ele próprio reivindica e fala muito sobre o Museu da Construção Naval”.
Depois de mais de 300 anos em atividade, foi altura de criar também uma oficina aberta onde o som e o cheiro à madeira voltou a ser uma realidade. Amaro Matos defende a construção de um polo da construção naval naquela freguesia porque o Museu do Pico está incompleto sem esse espaço.
“Estas iniciativas procuram contrariar este estado de coisas. E provar que a história da construção naval em Santo Amaro merece ser preservada, e reafirma novamente aquilo que tenho dito várias vezes: o Museu do Pico está incompleto sem um polo de construção naval aqui. Não é a exigência de mais um museu, não é a exigência de um museu tradicional, não sei se será de um centro interpretativo, não sei... mas preservar a memória é fundamental para completar o papel dos museus e dos centros interpretativos e daquilo que recorda e valoriza o passado de um povo, no fim de contas.”
