O Eurodeputado do PSD, Paulo Nascimento Cabral, interveio na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, onde defendeu que a Política Agrícola Comum deve ser mais simples, flexível e capaz de responder aos principais desafios que os agricultores europeus enfrentam atualmente.
Na sua intervenção, alertou para a dificuldade em garantir mão-de-obra no setor e sublinhou que “a inovação e a tecnologia são essenciais para uma próxima Política Agrícola Comum”.
“Aqui alertar para a dificuldade que nós temos tido em arranjar mão-de-obra, por isso a inovação e a tecnologia são essenciais também para uma próxima Política Agrícola Comum que possa garantir duas coisas: continuar a União Europeia a ser competitiva e, ao mesmo tempo, também garantir a segurança alimentar. E é por isso que nas alterações que nós fizemos – fiz cerca de 128 alterações – apostamos na resiliência hídrica, na questão também dos agricultores em situação de pensão reforma poderem continuar a ter aqui os apoios da Política Agrícola Comum.”
O Eurodeputado questionou ainda a redução de apoios a determinadas explorações agrícolas, defendendo que “não faz sentido o corte de 25% em explorações acima dos 20 mil euros”.
“Não faz sentido o corte de 25% em explorações acima dos 20 mil euros. Portanto, é muito importante manter aqui esta atratividade. Os regimes de transição também são essenciais e os programas setoriais, como a questão do vinho, das hortaliças, etc., têm de ser mantidos. E também programas como o LEADER ou o POSEI são essenciais para o futuro da agricultura. Portanto, eu diria que o objetivo principal é simplificar, flexibilizar, garantir boas condições para os nossos agricultores e bom senso.”
