O Governo dos Açores fez esta semana o balanço da época venatória 2025/2026.
Até ao final da época a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial emitiu 2.011 licenças de caça, correspondendo a 1.896 caçadores distintos.
Deste total, 1.905 licenças foram atribuídas a residentes e 106 a não residentes, mantendo-se a média da última década.
A ilha de São Miguel concentrou o maior número de licenças (924), seguindo-se a Terceira (371), Faial (162), Pico (138), São Jorge (117), Santa Maria (83), Flores (69) e Graciosa (41), adiantou.
A atratividade para caçadores não residentes foi particularmente relevante no Pico (23,2% das licenças), São Jorge (18,%), Graciosa (9,8%) e Terceira (9,4%).
Ainda segundo o executivo açoriano, entre 01 de julho de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, os Serviços Florestais realizaram 218 ações de fiscalização, resultando em oito infrações, sobretudo relacionadas com horários interditos, falta de documentação e caça em áreas proibidas.
O Governo Regional destacou ainda que, apesar da pressão de caça se manter semelhante à da época anterior, foram aplicados ajustes técnicos, como o aumento dos dias de caça ao coelho-bravo em São Miguel, Faial e Flores, devido à elevada abundância da espécie e a interdição da caça à narceja-comum em São Miguel, Terceira e Faial, em resposta ao declínio observado nas populações nidificantes.
Gacs/RP
