A Associação dos Comerciantes de Pescado dos Açores (ACPA) manifesta a sua preocupação face aos novos aumentos das taxas de handling aéreo anunciados pela SATA, com entrada em vigor prevista para o próximo dia 1 de abril, alertando para os impactos negativos na comercialização do pescado e na economia regional.
Estes aumentos surgem na sequência de um primeiro agravamento registado em 2025, altura em que já tinham sido aplicadas subidas significativas em várias componentes do serviço de handling aéreo.
Segundo a Associação os aumentos anteriores incluíram subidas entre 30% e 122% em diversas taxas, um acréscimo de cerca de 400% na taxa de manuseamento para exportação e a introdução de novas cobranças, como a taxa ASI, fixada em 0,20€/kg com um mínimo de 75 euros por carta de porte, com especial impacto nas ilhas com menor volume de carga.
A ACPA, sublinha que o novo tarifário agora anunciado traduz um aumento generalizado de todas as taxas e dos valores mínimos por carta de porte entre 5% e 10%, agravando ainda mais e de forma transversal os custos do transporte aéreo de carga.
Entre os principais exemplos, destacam-se o aumento da taxa de raio-X, atualmente nos 0,11€/kg, que passará para 0,12€/kg, bem como a atualização em alta dos valores mínimos por carta de porte, que penalizam especialmente as expedições de menor volume.
Mantém-se ainda a aplicação da taxa ASI agora com o valor de (0,21€/kg com mínimo de 78,75€), que continua a ter um impacto particularmente gravoso nas ilhas com menor escala de expedição.
A ACPA alerta que estes aumentos terão consequências diretas na competitividade da exportação de pescado fresco, atividade altamente dependente do transporte aéreo.
O aumento dos custos operacionais, a redução das margens de comercialização e a pressão sobre os preços pagos à produção são alguns dos efeitos esperados.
ACPA/RP
