Muitas Instituições Particulares de Solidariedade Social e Casas do Povo dos Açores estão a enfrentar uma situação financeira preocupante. O alerta foi deixado esta segunda-feira pelo Presidente do PS açoriano.
Francisco César avisa que, se não houver um reforço adequado do financiamento público, algumas destas entidades poderão mesmo ter dificuldades em pagar os subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores.
O líder socialista reuniu com a recém-criada Delegação Regional da Confederação Portuguesa das Casas do Povo e lembra que o Estado tem a obrigação de garantir os meios necessários.
Francisco Cesar: "Se o Estado descentraliza estes serviços, deve dar os meios financeiros respetivos para que esses serviços possam ser efetivamente prestados. Quando nós temos um idoso num lar de idosos, esse serviço é providenciado por uma IPSS ou por uma Casa do Povo. O Estado tem a obrigação de financiar também o funcionamento dessa valência. E o que se está a passar na Região é bastante assustador. É que, claramente, o valor que é transferido pelo Governo Regional para o setor social é totalmente insuficiente para fazer face aos custos."
Francisco César critica a atualização de financiamento anunciada pelo Executivo açoriano, na ordem dos 2,4 por cento, quando a inflação e os custos das instituições subiram perto de 7 por cento. O dirigente do PS defende que o Governo Regional não pode cruzar os braços e deve ser mais exigente junto da República, até porque há dúvidas sobre o destino de verbas transferidas no último ano.
O socialista lamentou ainda a falta de transparência e de dados públicos atualizados sobre as listas de espera para creches e lares de idosos na Região Autónoma.
PS/RP
